outubro 27, 2007
Aqui Jaz Dom Quixote - O fim
Aqui jaz fidalgo forte
que a tanto extremo chegou
de valente e de tal sorte,
que a morte não triunfou
de sua vida na morte.
Teve todo o mundo em pouco,
a aventesma foi por troco
do mundo, em tal conjuntura,
que houve por sua ventura
morrer cordo e viver louco.
Miguel de Cervantes
Aqui termina a longa caminhada de quase quatro anos de aventuras e desventuras.
Termina esta caminhada, porque o Dom Quixote já não se encaixa nos novos tempos. Os tempos em que a poesia fica nas prateleiras das livrarias, o tempo em que amor é confundido com doença, a paixão é vivida sem surpresa e ideal.
Porque ainda defendo que a vida tem de trazer uma novidade todos os dias, assim se defende o brilho nos olhos das pessoas e o mundo ainda é feito por pessoas.
Outro motivo para o encerramento, prende-se com a imagem que este blogue suscita em mim desde o seu nascimento até hoje.
Sei que ainda nos vamos encontrar em qualquer esquina da paixão, o mesmo quererá dizer, da blogoesfera.
Antes da despedida, uma palavra aos que tiveram paciência a ler-me. A todos quantos conheci, TODOS boa gente do meu Portugal que adoro mas também fora dele o que demonstra que a internet e toda esta esfera global pode trazer muitas coisas boas.
Como se de uma madrugada sorrateira se tratasse...
Temos estradas que não usamos,
Somos loucos
Lindos e soltos
Voamos.
Hora do Óbito: 22:08h
Sem ressuscitação possível
outubro 22, 2007
outubro 17, 2007
"Sabes que dia é hoje?"
Fomos tu e eu,
de lógicas ilógicas surreais
dos pisos e tectos
das feições iguais
convocados extraordinariamente
nesse acaso de bola de trapos.
Fomos tu e eu,
juntos quase sem mexer os lábios,
constrangidos por acto teatral
representado sabe-se lá porquê.
Lembras...
fomos tu e eu,
com um ou dois beijos entre o primeiro
e último anunciado e escrito e revoltado
fomos dois junto ao mesmo rio,
foste tu e fui eu...
que era o teu melhor amigo,
fosse talvez o melhor amante,
porque fui tu e eu,
perdidos no cansaço entre riscos e rabiscos
entre explicações sem explicação,
perdidos num acto repetido.
Fui eu contigo,
nas coincidências felizes e infelizes
nas cumplicidades implícitas não concretizadas
num amor contado pelos dedos sem nunca dar as mãos
no fundo foste tu e eu,
numa esperança de acabar um poema,
que não acaba
porque nem tudo tem de ser melódico
mas foste tu eu,
os diferentes iguais
os resumidos do costume
que tinhamos a melodia
e não a tocámos.
Hoje sou apenas eu
de lógicas ilógicas surreais,
acusado de doença sem cura
pelo próprio antídoto.
Bom dia do outro lado do mundo.
outubro 16, 2007
ainda guardo...
a folha de um bloco de notas que continua em branco, como se esperasse um poema final.
Bom dia mundo
outubro 12, 2007
A XANA GOSTAVA DO JOÃO QUE GOSTAVA DA CARLA...
... a qual se mostrava pouco estável nos seus amores, para não dizer fugidia.
O João, desesperado, não tinha outro remédio senão carpir a sua paixão nos ombros de Xana. Xana era morena tranquila, , boa ouvinte, pouco faladora, dada à escrita e ao desenho rabiscado no seu diário. Quanto à Carla, sabemos que era loira, e tudo o resto iremos saber à medida Xana se transforma sob a pressão do discurso lacrimoso do João.
Sete semanas ouviu Xana a exaltação da doirada beleza da Carla, dos seus graciosos meneios, da arte do bate e foge, do sedutor discurso existencial que soterrava o mais fino - e interessado - argumentado. Os diários de Xana começaram a encher-se de esboços de rostos femininos de claros cabelos, de sedutoras poses, de estranhas palavras e de imaginárias aventuras transgressivas. Ao fim de um mês, os cabelos da Xana estavam pintados de loiro. As suas vestes, até então discretas, tornaravam-se pouco a pouco exuberantes, sempre antecipadas por esboços no seu diário.
A fala da Xana adaptou-se ao discurso aprendido, o seu corpo adaptou-se à pose estudada. Desbragou-se na fala, feita de circunstanciais sentimentos à solta. Começou a sair sem destino, mergulhou à procura das luzes que a noite trazia escondidas. Com muitos falou e bebeu. Memórias, poucas. Fez de cada dia um presente, que é como fazer dos dias um passado que efectivamente passou. Inconstante e pouco disponível, aprendeu a deixar os outros sequiosos de um futuro que nunca existira. E aprendeu também como isso lhe disponibilizava uma corte de amigos sempre à sua espera. Gostou.
O João assustou-se. Não sabendo mais o que fazer, nostálgico do ombro acolhedor e discreto que suportava as angustiadas investidas à volta da Carla, afastou-se. Mas a Xana não parou. A asa do nariz ostentava agora um piercing. O outro só era visível quando, noite fora, nas discotecas, exibia as contorções do ventre. Dos outros não sabemos, mas sabemos que ela passou a acompanhar bandas musicais , mascote e figurante às ordens de personagens célebres, reis do palco e da efemeridade.
Tudo isto foi há 20 anos. Hoje, o João é contabilista. A Carla, vencida, casou com ele. Têm uma filha, por sinal morena, estudiosa, discreta e atenta aos amigos. Não se dá bem com a mãe, a quem acusa de se ter deixado vencer pela vida. A bem dizer, a Carla acomodou-se ao marido. É professora na escola da filha, frequenta a pastelaria com as colegas, deixou-se engordar e guerreia-se naturalmente com o Conselho Directivo. Em compensação, a vida é relativamente desafogada.
A Xana mudou de poiso. Foi para a capital, onde dirige uma empresa de marketing. Está satisfeita com o seu trabalho, tem um relacionamento estáve com um artista um pouco mais novo do que ela, mas não tem filhos. Até agora preservou a sua independência acima de tudo. Perto dos 40, está indecisa entre assumir uma gravidez de risco ou adoptar uma criança. O namorado tem dois filhos de um anterior casamento, mas poucos se dá com eles.
Há uns dias cruzou-se com o João, a Carla e a filha num shoping de Lisboa. Mas os reconheceu. Eles, também, não deram por ela, de modo que os pôde espiar, ao longe quando os apanhou de costas. A Carla, gorda, o João, careca. Não queria acreditar que foram estas as persongens que mudaram a sua vida. A lembrar o passado, apenas aquela miúda graciosa mas discreta, projecto de futuro em aberto. Gostaria, sim, de falar com ela, e essa ideia perseguiu-a toda a noite.
Chegada a casa, tomou uma decisão: vai deixar de tomar a pílula.
in Quem nos faz como somos, J.L. Pio Abreu
Publicações Dom Quixote 2007
Bom dia Blogomundi

Escultura de javali achada nas Cabanas de Baixo (Moncorvo) em 1895, actualmente no Museu Nacional de Arqueologia. Desenho do Prof. Santos Júnior
PARM já tem blog e passa a figurar nos links Dom Quixote.
Bom dia Mundo.
outubro 11, 2007
Je T'aime... Moi Non Plus
O Dr Barroso deve ter passado pelo Dom Quixote e recordou Jane Birkin e o grande Serge Gainsbourg.
Se existe uma crise de valores nesta velha Europa e principalmente neste país, faço a vontade ao Dr Barroso e publico o Je T'aime... Moi Non Plus.
outubro 09, 2007
sugestão

Jane Birkin - Arabesque (2002)
A sonoridade orientalmente mais bem conseguida deste lado do mundo.
Um disco para viajar na cumplicidade de corpos.
outubro 08, 2007
Os poemas foram-se com o amor e... os lobos
Jim - All the poems have wolves in them.
All but one.
The most beautiful one of all.
"She dances in a ring of fire
and throws off the challenge
with a shrug."
Pam - That's beautiful....Who did you write that for?
Jim - I wrote it for you.
Who really cares about poetry if love kill them all?
Temos estradas que não usamos,
Somos loucos,
Lindos e soltos
Voamos.
setembro 30, 2007
na terra dos sonhos e dos contos
Conheci Sorrisinho.
É personagem encantada
de uma história que não foi escrita em papel,
mas que se desenha com o seu próprio sorriso
nas ondas da brisa e nas ondas do mar.
Sorrisinho não é poema de tinta.
É poema que a natureza desenhou
nas curvas do seu corpo projectado no brilho do seu olhar.
Sorrisinho é vontade de abraçar...
É vontade de beijar,
seus olhos pequeninos
e rasgados...
Não.
Jamais Sorrisinho poderia ser poema no papel.
Sorrisinho é livre, aparece nos meus sonhos
e escreve-se em contornos que a tinta
não pode descrever.
setembro 24, 2007
The Special One Portugal
Há muito que me excuso neste espaço a proferir algum comentário sobre questões que movimentam a actualidade informativa.
Assim sendo espreito uma janela de oportunidade mas também um misto de inquietude interior para publicar este post sobre uma série de questões pouco claras para uns, embora normalmente aceite pela retina de outros. Valha a democracia e a pluralidade.
Quem vê TV e lê jornais constata que desde Maio existe apenas Madie, Scolari e Mourinho.
No último caso, existe até na minha opinião um sindroma de subserviência. Onde estarão as empresas de análise de notícias que apareceram em tantos estudos de qualidade informativa?
Tomando como exemplo a televisão e o canal público, é de referir o tempo gasto no despedimento de Mourinho. Honras de abertura e repetições da entrevista que Mourinho deu em exclusivo ao canal do estado em noticiários e até, imaginem, em especiais de informação como aquele que aconteceu neste Domingo ao final da manhã. Bom mas nesse particular, temos constatado que a RTP adora repetições. Repete desde concursos sem interesse nenhum até às festas de "umbigo" exaustivamente. Isto é mesmo o reflexo do canal público que VOLTÁMOS a ter. É um "Só visto" de manhã à noite.
Pergunto: é esta a televisão de serviço público? O que não passa, para passar Mourinho? Ou... tudo o que se passa, passa ao lado da actualidade informativa mas porém, um homem de ego quase doentio que consegue afirmar que é a Selecção Nacional de Futebol que tem de esperar por ele e que basicamente, PORTUGAL não o motiva, que faz honras de abertura de um telejornal?
Estarei doente? Ou será que o espírito doentio se apoderou dos portugueses que não exigem mais do que apenas um homem egocêntrico se apodere da actualidade informativa?
Contra os meus argumentos poderá até contrapor-se o facto de o Primeiro-Ministro inglês ter comentado a saída de Mourinho daquele clube de Londres gerido por um magnata russo. Se calhar até nisso a doença se transforma em special news. Até porque sabemos que a imprensa inglesa tem tanto de espectacular como a portuguesa. A única diferença é que a imprensa lusa ainda se enche cheia de moral para criticar a britânica, basta lembrar os "comentaristas" sobre o caso Madie.
Às tantas, a imprensa portuguesa é tal e qual a britânica ou um pouco pior. Mas pior ainda, é vestir a camisola lusa quando o orgulho está em causa. E lá se vão os valores do jornalismo.
A nossa capacidade para reter os acontecimentos varia com a oferta (escrevo isto de uma forma algo redutora mas ainda assim aceitável tendo em conta o panorama).
A TV passa Mourinho. Os comentadores falam de Mourinho, os políticos falam de Mourinho. Chamem Mourinho.
O homem disse que em caso de desespero nunca virava as costas a Portugal.
Haverá um Portugal mais desesperante que este, que não se consegue discutir-se a si próprio? Não se consegue resolver a si próprio?
Chamem Mourinho para combater o que de mau se passa neste país;
Os problemas de insegurança, o desemprego, a justiça, a saúde e o problema sério da comunicação social e dos fazedores de opinião. Ou naõ existem problemas e assuntos sérios dignos de abertura de telejornal?
Chamem o homem feito deus, imagem que próprio deus repudia nos tais mandamentos que muita gente acredita e catapultado para o centro da actualidade. Chamem-no.
Mas se calhar Mourinho não resolve.
Mourinho é só e apenas um treinador de futebol. Muito bom treinador de futebol e que mesmo assim, só conseguiu vencer competições internas em Inglaterra, e que por um clube de bairro em Portugal, de nome F.C. Porto, consegui vencer duas competições internacionais.
Estaremos num país Sócratico? Ou estaremos de novo deslumbrados por um império de visões paradisíacas e com a bandeira à janela mas com os olhos bem fechados?
Bom dia mundo
setembro 20, 2007
Por isso os Contos são sempre do outro mundo

«as histórias arranjam sempre maneira de pôr tudo de pernas para o ar. Ou não fossem histórias...» António Torrado
setembro 18, 2007
setembro 17, 2007
Aqui deste lado do mundo
Um dia fica por cumprir
o algo que fica por dizer
Somos lindos
Soltos voamos.
setembro 14, 2007
Bom dia mundo
No fim do verão fica aquele sentimento saudosista de encontrar alguém num qualquer sítio deserto de movimento.
Fica uma promessa no ar, que um desses dias virão dias mais cinzentos e o frio poderá apoderar-se dos ossos mas a alma essa mantém-se aquecida, por essa promessa.
Não sabemos bem o que fica prometido mas a verdade é que algo expectante vem com novas brisas.
Bom dia mundo.
Voamos?
setembro 11, 2007
setembro 06, 2007
setembro 04, 2007
aquelas coisas
Se o Dom Quixote recuperou a iluminação tudo se deve a uma pessoa que num simples toque de magia, soube logo identificar o problema.
Quem sabe, sabe.
Ao P.A. agradeço este simples gesto (mas grandioso para mim, um leigo na matéria).
Não agradeço de forma mais directa porque não tenho a autorização necessária mas os agradecimentos ficam para a vida.
E voltamos a voar.
Iluminados, bem ou mal, mas iluminados novamente.
BOM DIA MUNDO
setembro 03, 2007
agosto 30, 2007
Tudo que se passa na noite...
Esta madrugada deitei-me ao som da TSF.
Há muito que teimava não o fazer.
Ai cinco anos da minha vida.
Quem diz que voltava a fazer tudo igual deve ser ignorante ou apenas um daqueles arrogantes sem conteúdo por quem as garotas deslumbradas e fáceis fazem horas extraordinárias.
Bom dia mundo.
agosto 28, 2007
Sugestão televisiva
É mais uma sugestão para o serão televisivo.
Bei sei que ando exagerar com o Youtube. No entanto o "Carteiro toca sempre duas vezes" (The Postman Always Ring Twice), é sem dúvida um dos filmes da minha preferência e na minha opinião uma das melhores interpretações de Jack Nicholson (se é que alguma vez o homem teve más interpretações).
O filme ganha outro motivo de interesse com aquela que considero uma das melhores cenas eróticas do cinema.
Let´s look at the trailler
Seus marotos... não está completo...
O resto fica para mais logo.
No canal 1 da RTP.
agosto 27, 2007
agosto 24, 2007
Bom dia mundo
Absolute Beginners
Ive nothing much to offer
Theres nothing much to take
Im an absolute beginner
And Im absolutely sane
As long as were together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But were absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
Theres no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
Its absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we cant shake
Oh were absolute beginners
With nothing much at stake
As long as youre still smiling
Theres nothing more I need
I absolutely love you
But were absolute beginners
But if my love is your love
Were certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
sail over heartaches
Just like the films
Theres no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
Its absolutely true
David Bowie
Sem dúvida uma das melhores músicas de sempre.
Juntei a letra porque... faz bem sentir e cantar baixinho.
Bom dia mundo
Temos estradas que não usamos.
Somos loucos.
Lindos e soltos,
Voamos.
agosto 23, 2007
agosto 21, 2007
agosto 17, 2007
World Press Photo 2007
O World Press Photo 2007 está aberto ao público a partir de sexta-feira 17 de Agosto, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
Este ano celebra-se a 50ª edição.
São 191 fotografias que podem ser vistas até dia 9 de Setembro.
Veja aqui as premiadas do ano passado.
agosto 12, 2007
DE LUZES APAGADAS
Bem sei que o Dom Quixote ficou de repente transformado naquilo que se parece mais com uma folha de word.
Estou a tratar de novos templates (fronha), para o Dom Quixote.
Entretanto nada de voar muito alto, porque ainda está um calor que não se pode e as asas podem queimar.
agosto 11, 2007
Somos todos poetas
Por que não queres os versos que te nascem
Como rebentos pelo tronco acima?
Por que não queres a inesperada rima
Dos sentimentos?
Olha que a vida tem desses momentos
Que se articulam numa cadência
Tão imprevista,
Que é uma conquista
Da consciência
Não ser um túnel da negação...
Brotam as folhas que são precisas
E outras folhas que o não são
Miguel Torga
agosto 10, 2007
agosto 06, 2007
agosto 05, 2007
julho 31, 2007
Menos encanto na hora da chegada
A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.
Miguel de Cervantes
julho 25, 2007
Regresso do outro mundo
Quando os regressos são saudáveis, sejam bem-vindos.
É isso que acontece com Palma, que há coisa de 5 anos atrás dizia em Coimbra que tinha escolhido viver mais uns anos...
A prova disso mesmo é a diferença entre o novo Voo nocturno e o seu antecessor.
Palma volta de novo ao sentido das letras e músicas o que constitui uma agradável surpresa naquilo que por vezes dizemos ser a "evolução na continuidade", já que pelo meio parecia ter existido uma quebra entre o homem do piano e o seu público.
Hoje as composições de Palma em Voo nocturno promovem as pazes com os fãs que a meu ver se aproximam do bom velho vilão Palma, dono de uma simplicidade de composição capaz de colocar um qualquer Jeremias fora da lei numa terra dos sonhos. E já se sabe que na terra dos sonhos...
Voo nocturno é um disco que traz de volta o velho Palma escritor de canções, o desconcertante romântico do piano, o eterno homem sorridente das notas soltas.
Não é um caso de mainstream. É o fazedor de canções e de ambientes que está de volta.
julho 24, 2007
No cinema cá de casa
Naqueles passeios mentais, qual sessão privada de cinema emocional, onde há de tudo, dei por mim a passear por essas ladeiras que em tempos foram auto-estradas.
Falo de quando a alegria de momentos passados e que ficam guardados por cá na velha memória, dão lugar à tristeza imensa para depois dar de novo lugar a um misto de saudosismo de momentos bons e dos menos bons.
A democracia ainda nos permite e agora que se volta a falar da liberdade, continuar a ter as sessões privadas de cinema.
Somos apenas os confidentes de nós próprios ou se alguém preferir, apenas um tal deus sabe o que nos vai na alma.
Como a minha relação com deus é de ida e volta, ou seja, eu acredito nele quando ele acreditar em mim, prefiro continuar a dar-me comigo próprio.
A verdade dos sonhos, ou das nossas sessões privadas, é que nada prevalece como ordem única de felicidade do ser humano.
Traços de memórias e de pequenos momentos felizes tantas vezes aclamados por aí, não são comuns e como prova, é a verdade crua e nua da realidade.
De quando nos apercebemos da nossa degradante figura ao acordar do sedativo virtual imposto a nós próprios por aquilo que julgamos ser verdades e amores absolutos.
Por vezes apetece-me ficar apático ao passar do mundo. Deixá-lo ir.
Ver apenas de braços cruzados o filme que nos prepararam.
No cinema cá de casa ainda passam e continuarão a passar as boas e as menos boas recordações, sabendo que estão cada vez mais longe de se tranformarem em chama viva e real mas sabendo exactamente neste gerúndio, que as recordações vão ficando ou ficam e ficam... ou vão ficando.
Bem razão eu tinha para me livrar de alguns traços reais.
Havemos de voltar aqui, um destes dias de verão, quando a esquina deixar de ser esquina de paixão. Quando apenas os nossos filmes forem sabores mais ou menos deliciosos de tempos quase apagados pela crueldade do real.
E se ainda assim tivermos asas, direi que voamos.
Bom dia mundo.
julho 15, 2007
Aquelas férias
No início de Agosto DOM QUIXOTE volta com a mesma força de antigamente.
Até lá despeço-me cordialmente com votos de boas férias para... mim.
Mas também boas férias para todos que gostem de voar.
Temos estradas que não usamos
Somos loucos
Lindos e soltos
Voamos.
julho 09, 2007
De corpo e alma
Realizou-se no passado dia 30 de Junho o jantar de antigos locutores da Rádio Torre de Moncorvo.
A ideia partiu de dois "carolas" bons amigos.
Entretanto a ideia do jantar que penso que deve manter-se como jantar anual, materializou-se em formato video e fotografia.
Deixo desde já o link onde podem visitar as "fronhas" dos amigos da rádio.
Um grande abraço a todos os amigos do velho éter.
Para o ano vou estar presente pela certa.
Voamos?
julho 08, 2007
julho 03, 2007
no bolso para as férias
Já se encontra disponível a nova colecção de bolso da Relógio d`Água.
A biblioteca de bolso conta com algumas preciosidades, entre elas, o espantoso Dom Quixote de la Mancha (em dois volumes), também com tradução de José Bento.
Há coisas fantásticas, não há?
A todos a desculpa pela fraca actualização deste espaço.
Por vezes ainda penso que voamos mas nem sempre temos o feedback disso mesmo.
Bom dia mundo.
julho 02, 2007
junho 26, 2007
acidente
Não gosto de mesas de vozes em série,
nem de brindar à saúde de quem não conheço.
À semelhança deste homem que circunspecto
assiste, prefiro o silêncio das salas vazias.
Depois de o prato, a faca, a colher
e o garfo terem sido removidos da mesa,
ficamos sós com as nossas memórias,
trespassados pela luz
de uma lâmpada de sessenta watts
que de súbito emudece.
Na margem de um estremecimento
acende outro cigarro.
Nos vidros a chuva vigia.
Jorge Gomes Miranda in Acidente
junho 20, 2007
ainda a Metafísica dos tubos
."..Qual é a diferença entre os olhos que têm um olhar e os olhos que o não têm? Essa diferença tem um nome: vida. A vida começa onde o olhar começa."
Amélie Nothomb
Somos lindos,
soltos voamos.
junho 18, 2007
junho 14, 2007
O dia em que a poesia morreu
O crime do século aconteceu.
Alguém matou a poesia.
Apareceu algures numa dessas ruas esquecidas, já desmembrada.
Chorava de dor enquanto pedia socorro a outra mão alheia.
Não foi identificada de imediato, tal o seu maltratado estado.
A autópsia revelou o crime macabro.
Poesia foi expulsa do amor entendido por olhares cumplices. Depois foi usada por todos, quando supostamente era reservada.
Por fim, foi deixada ao acaso naquela rua.
O dia em que a poesia morreu, não ficará na memória de todos. É como o amor não correspondido. Vive apenas num dos lados do mundo.
Porque o amor só acontece uma vez na vida, é possível assassiná-lo, assim o queira a inteligência, derrotar a vontade.
junho 12, 2007
Porque os amigos nunca se esquecem
E já passou um ano.
Hoje no teu aniversário, volto a escrever no velho diário.
Não um ano de ausências, porque imagens e memórias jamais são ausências.
Onde quer que estejas, estarás sempre no meu coração, naquele lugar especial reservado aos bons amigos.
Daqui deste lado do mundo, um abraço ao amigo eterno.
junho 07, 2007
junho 06, 2007
Ainda o amor
[...] O amor perdeu a gratuidade, as pessoas"amam" por desejo de ter um amor que não sentem mais. O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar, não tem mais a utilidade do sacríficio pelo "outro". Amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem nas "pernas de fulana", nem temos as bocas beijadas por amantes tutti tremanti, nem o formicida com guaraná.
Não se diz mais: "Deus sabe quanto amei!..." mas "Deus nem sabe quantos (as) amei...".
A publicidade devastou o amor, falando na "gasolina que eu amo", no sabonete que faz amar, na cerveja que seduz. Há uma obscenidade flutuante no ar o tempo todo, uma propaganda difusa do sexo impossível de cumprir. Como comer todas as moças de lingerie e do xampu, como atingir um orgasmo pleno e definitivo? A sexualidade é finita, não há mais o que inventar. Já o amor, não... O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é a sua grande beleza.
Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza [...]
Arnaldo Jabor in Amor é Prosa Sexo é Poesia
Bom dia mundo.
Voamos.
maio 29, 2007
bom dia mundo
Fiz uma promessa pessoal.
Afastar-me, pelo menos neste blogue, de escrever sobre a actualidade e assuntos de proximidade.
No entanto deixo uma outra promessa.
Não vou perder a alma e isso nos tempos que correm vale muito.
Perto do fim mas sem nunca perder o rumo, muito menos o tino.
Bom dia mundo.
maio 28, 2007
Um só mundo
Que queimem todos os rastos de fantasia,
coincidências e cumplicidades.
Queimar em todas as fogueiras da alma,
todas as palavras inúteis.
Todas as poesias,
todas as flores oferecidas e esquecidas.
Apagar o ontem amolecido.
Não esquecer.
Aprender o erro,
e resto que foi esquecido
Não existe o outro lado do mundo.
Existe a mera e pura realidade,
um só mundo sem verdade.
maio 25, 2007
Sugestões
Se a vida fosse perfeita, para mim era uma história em banda desenhada cómica.
Esse é o principal conceito de vida.
A fantasia, a criatividade, o movimento, a alegria que contagia a cada sopro de acção.
Quem não pensa a vida com sorriso, então não sabe viver, por isso mesmo é que as relações entre as pessoas são cada vez menos duradouras. Por não saberem inovar entre sorrisos.
É o que eu penso e como tal partilho com vocês antes deste fim-de-semana os meus pensamentos e minhas escolhas.
Por falar em fantasia, não percam o terceiro filme da série Pirata das Caraíbas. Nos confins do Mundo.
Ainda não tive oportunidade de ver este terceiro filme mas as críticas consideram-no muito fraco mas isto dos críticos já se sabe, é sempre melhor ver para crer porque pelos críticos, muitos não veriam Babel.
Está também no cinema Zodiac de David Fincher. Um filme inquietante, desconfortante. Uma visão alucinada sobre o alucinado assassínio que se auto apelidou de Zodiac. A propósito a editora Magnólia já tem disponível o livro.
Os grandes discos são aqueles que vamos descobrindo aos poucos.
TENHO DE VOLTAR A RECOMENDAR o disco de Wray Gunn, SHANGRI-LA. Muito mais soul que Gosphel, muito mais excelentes arranjos vocais femininos. Puramente Rock n´Roll no que continuo a considerar até ao momento o melhor disco português deste ano e lembro que já sairam coisas muito interessantes.
Nos livros destaco a edição da Antígona para Homenagem à Catalunha de George Orwell.
Destaco ainda MULHERES QUE LÊEM SÃO PERIGOSASAS. Um albúm da Quetzal que mostra a relação das mulheres com a leitura.
Acaba por tornar-se interessante tendo em conta uma reportagem que li sobre mulheres escritoras, que por norma eram tidas em muito má conta pela sociedade, já que se associavam as ideias e os iluminismos ao sexo masculino.
Jane Austen foi um exemplo de luta feminina.
Bom fim de semana... voamos?
maio 24, 2007
maio 22, 2007
maio 21, 2007
sem poesia
Quantas vezes te disse AMO-TE?
As suficientes para me considerares um doente?
Um recluso sem fuga, condenado ao primeiro beijo?
Qual foi a última vez que te disse AMO-TE?
Será que te lembras tu dessa última vez?
Ou foram tantas as vezes, que nem te lembras?
Será que o guardaste dentro de uma caixa?
Vão morrer aí?
Efeitos secundários da poesia V
Porque somos diferentes.
"Regionais" mas ainda assim com uma alma do tamanho do mundo.
maio 18, 2007
Efeitos secundários da poesia IV
...and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you
my mind
'til I find somebody new
Damien Rice
Se um dia houver uma explicação lógica para dois mundos.
Voamos
maio 15, 2007
Bom dia mundo
Na boa das verdades...
não interessa quem está connosco mas quem está por nós e quem está, fica.
Isso é vencer. Isso é saber um dia que ficámos do lado do bem.
maio 11, 2007
Sugestões de Fim de semana
No início como agora, pensei ter ouvido os teus lábios mexerem-se para construir um sorriso e olhares de respostas silenciosas.
Toquei ao leve os cabelos e logo desapareceram sem que soubesses que para além do amor, existe alegria, humor. Vida para além da melancolia, que é mais do que uma doença inventada entre jogos.
Existe desejo entregue a nós refugiado no medo de soltar abraços, como se de uma festa se tratasse.
Fico quase sem saber o que é sentir, porque desapareceste com os caminhos que me levem até à tua morada.
Fico aqui deste lado do mundo enquanto aguardo um sinal teu. Acredito que todos os poemas têm fantasmas à excessão do nosso livro, que pode ser tudo menos uma casa assombrada.
Tu e sempre tu.
Este Sábado é inaugurada no Museu do Ferro em Torre de Moncorvo...

Nas leituras, Ondjaki está de volta com Os da Minha Rua.
Os contos baseados naqueles lugares que nascem connosco e que nos acompanham toda a vida. São tão fortes esses momentos que ficam as emoções, as expressões, os sorrisos de rostos de infância e até os odores. Uma prosposta da editorial Caminho.
De Cormac Mccarthy recomendo ainda A Estrada.
Uma visão do pós-apocalipse em que apenas a ternura e o amor de pai e filho ajudam a ultrapassar o horror e o mundo das trevas.
Uma aposta da Relógio d`Água para o vencedor do prémio Pullitzer para ficção 2007.
Na música recomendo a apresentação do novo dos Wraygunn na próxima Segunda-Feira na Fnac de Coimbra pelas 21.30h. A não perder de ouvido SHANGRI-LA que é lançado nas discotecas na mesma data.
Quero ainda recomendar duas novidades musicais;
BJORK está de Volta. Esse é o nome do novo disco.
E por fim fica a proposta para o novo de RUFUS WAINWRIGHT produzido pelo próprio e que dá por nome de Release the Stars.
Temos estradas que não usamos
Somos loucos
Lindos e soltos
Voamos...
ou pelo menos tentamos.
maio 10, 2007
So Sorry
I'm sorry
Two words I always think
After you've gone
When I realize I was acting all wrong
So selfish
Two words that could describe
Oh actions of mine
When patience is in short supply
We don't need to say goodbye
We don't need to fight and cry
Oh we, we could hold each other tight tonight
We're so helpless
We're slaves to our impulses
We're afraid of our emotions
And no one knows where the shore is
We're divided by the ocean
And the only thing I know is
That the answer isn't for us
No the answer isn't for us
I'm sorry
Two words I always think
Oh after you've gone
When I realize I was acting all wrong
We don't need to say goodbye
We don't need to fight and cry
We, we could hold each other tight tonight
Tonight
Tonight
Tonight
Tonight…
Feist, in The Reminder
De volta

Sonoridades a que nunca perdemos o rasto e que só ficam cá dentro depois saboreadas com tempo.
Bem-vinda.
maio 09, 2007
War zone
O som das sirenes são constantes.
Se houvesse fogo de artifício, ficava tentado a gravar um registo de audio e uma boa imitação de Carlos Fino e voilá...
War Zone.
Sempre por ti
Apaixonei-me mil vezes.
Apenas uma amei.
No despertar dos sentidos,
descobri que amar é só isso,
tão simples ou tão complexo,
de querer saber de ti,
nesse silêncio inquietante,
de não saber como estás,
mas sentir o teu pulsar.
querer dar-te um abraço
quando vier a tempestade
ou quando esta passar.
Estarei por ti, sempre,
porque isso é amar.
maio 08, 2007
Beijo deste lado do mundo
É uma vida de recordações mas lembro-me especialmente, do café à lareira e histórias que me contavas em criança para que pudesse adormecer.
Sei que partes hoje mas não me despeço, porque estarás sempre comigo. Sempre no meu coração.
Sempre.
Obrigado por tudo.
maio 04, 2007
Ainda que tarde (deste lado do mundo)
No princípio foi uma perseguição por entre as gotas de chuva.
Ela mais à frente com ar de menina, com passo descontraidamente cumplice.
Ele com passo mais largo.
Depois foi um beijo. Um beijo apenas.
Depois e depois e depois. Foram-se cruzando por aí, até que se perderam sem saber de facto o sentido de estranhos encontros e de conversas reles de desafio, que suscitavam apenas o ímpeto de contrariar, sem se saber muito bem o motivo.
Perderam-se em palavras e um dia ficará apenas a história ora azeda ora doce.
Será apenas isso, ingratamente ficará isso, até que depois e depois e depois já nem história será.
Recomendo para este fim-de-semana uma volta pela Feira do Livro de Coimbra.
Até Domingo ainda existe essa oportunidade de encontrar um pequeno momento feliz.
Na música, duas sugestões:
O novo de Feist, The Reminder. Entre a festa e a atmosfera íntima ela está de volta, num disco que parece mais mainstream que Let it die mas ainda assim é bom tê-la de volta.
Na Queima das Fitas de Coimbra recomendo a passagem dos Blasted Mechanism. Mais melódicos? Menos poderosos?
As queimas não costumam ser bons locais para sentir a música, mesmo assim lá estarei para sentir a pulsação de Sound in Light ao vivo.
Ouvir para crer.
A todos um bom fim-de-semana.
Façam o favor de ser felizes.
Temos estradas que não usamos.
Somos loucos.
Lindos e soltos,
Voamos.
maio 03, 2007
Estou mais maduro...
Porque pequenos gestos hoje podem fazer a diferença amanhã.
Como tudo na vida, afinal de contas, já somos todos crescidos.
Bom dia mundo.
abril 27, 2007
abril 26, 2007
mineral de dois mundos

O volfrâmio foi muito valorizado no período da 2ª. guerra mundial e ainda nos primeiros tempos da chamada "Guerra Fria", pelo que desencadeou um pouco por todo o lado, uma verdadeira "corrida ao minério". A volframite entrava no tempero dos aços, daí a sua ligação à indústria do armamento, e ainda hoje tem aplicação em maquinaria de corte. Contudo, as minas de volfrâmio da China e a menor procura, determinou o progressivo abandono da sua extracção, devido aos baixos preços deste mineral. Na nossa região trasmontana, além das minas de Argoselo, um pouco por todo o lado se extraíu o volfrâmio. Destacamos no concelho de Torre de Moncorvo as minas de Carviçais, da Saílça (na Lousa) e as da Abeleira, de que existe documentação no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
Otília Lage é investigadora na Universidade do Minho e é natural de Carrazeda de Ansiães.
Para saber mais, não perca esta conferência, integrada nas comemorações do 20º aniversário do PARM (Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo).
abril 24, 2007
Don't You Know?
Lord I don´t know, where am I?
I wanna know how you kiss
I wanna go where you live
Girl don't you know, what you miss?
Lord I don´t know, where am I?
I wanna know how you kiss
I wanna go where you live
Girl don't you know, what you miss?
Don't you know?
Girl, don't you know what you miss?
What you miss....
Lord I went west
God knows I went west
& Lord I tried east
Lord knows I tried east
I've been face to face
Face to face baby
Face to face, Lord, with the beast.
Don't you know?
Girl, don't you know what you miss?
What you miss...
WrayGunn
abril 23, 2007
Oremos...
Dom Quixote comemora 1000 posts (na verdade já vai em 1003).
Como um blogue é um diário, já passou por diversos estados de espírito, até por estados transcendentes como por exemplo Alexandra Solnado.
Hoje é apenas um Dom Quixote saudável.
hip hip hurra.
Voemos para os 2000.
Very Personal...
Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares
Your own personal jesus
Someone to hear your prayers
Someone whos there
AWAKE
Shake dreams from your hair
My pretty child, my sweet one.
Choose the day and choose the sign of your day
The day's divinity
First thing you see.
A vast radiant beach in a cool jeweled moon
Couples naked race down by it's quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the wooly cotton brains of infancy
The music and voices are all around us.
Choose they croon the Ancient Ones
The time has come again
Choose now, they croon
Beneath the moon
Beside an ancient lake
Enter again the sweet forest
Enter the hot dream
Come with us
Everything is broken up and dances.
J. Morrisson
abril 20, 2007
sugestões
É quase simbólico mas exclusivo aos sonhadores.
Não há momento igual aquando um poema é coincidente com um pequeno momento de vida.
Deixa-nos um rasto de sorriso melódico na alma, talvez seja realmente isso a felicidade. Desses pequenos fragmentos.
Tenho duas propostas de leitura.
Uma delas foi lançada hoje nas livrarias;
Na Praia de Chesil de Ian McEwan. Uma proposta da Gradiva.
E por fim a proposta para a Obra Poética de Federico García Lorca, da Relógio d`Água.
A todos um excelente Fim-de-semana.
Voamos
abril 19, 2007
L'Appuntamento
Ho sbagliato tante volte ormai che lo so già
Che oggi quasi certamente
Sto sbagliando su di te
Ma una volta in più che cosa può cambiare
Nella vita mia
Accettare questo strano appuntamento
È stata una pazzia
Sono triste tra la gente che mi sta
Passando accanto
Ma la nostalgia di rivedere te
È forte più del pianto
Questo sole accende sul mio volto
Un segno di speranza.
Sto aspettando quando ad un tratto ti vedrò
Spuntare in lontananza
Amore, fai presto, io non resisto
Se tu non arrivi non esisto
Non esisto, non esisto
È cambiato il tempo e sta piovendo
Ma resto ad aspettare
Non m'importa cosa il mondo può pensare
Io non me ne voglio andare.
Io mi guardo dentro e mi domando
Ma non sento niente
Sono solo un resto di speranza
Perduta tra la gente.amore è già tardi e non resisto
Se tu non arrivi non esisto
Non esisto, non esisto
Luci, macchine, vetrine, strade tutto quanto
Si confonde nella mente
La mia ombra si è stancata di seguirmi
Il giorno muore lentamente.
Non mi resta che tornare a casa mia
Alla mia triste vita
Questa vita che volevo dare a te
L'hai sbriciolata tra le dita.
Amore perdono ma non resisto
Adesso per sempre non esisto
Non esisto, non esisto
Ornella Vanoni
Contos deste lado do mundo
A Almedina Estádio Cidade de Coimbra apresenta hoje pelas 21h "Histórias da Arca do Velho", um livro de Ferro Santos.
A apresentação fica a cargo de António Arnaut,.
Este é o terceiro livro de Ferro Santos, que conta já na "arca" de publicações com "Contos do Meu Rosário" e "Diversos Versos Anversos" e está na calha, "22 Contos de Reis", um conjunto de contos que retrata histórias gandaresas de outros tempos.
"Histórias da Arca do Velho" conta com o prefácio de Cândido Ferreira e integra contos como "João Vizir", "A Fome Acompanhou-o", "A Aldeia da Ponte de Pedra" e "A Rosa Quintas" entre outros.
Bom dia mundo
Every time I look at you I fall in love, all over again
Every time I think of you it all begins, all over again
One little dream at night and I can dream all day
It only takes a memory to thrill me
One little kiss from you and I just fly away
Pour me out your love until you fill me
I wanna fall in love beginning from the start, all over again
Show me how you stole away my heart, all over again
One little dream at night and I can dream all day
It only takes a memory to thrill me
One little kiss from you and I just fly away
Pour me out your love until you fill me
I wanna fall in love beginning from the start, all over again
Show me how you stole away my heart, all over again
All over again, All over again, All over again, All over again
All Over Again
...by johnny Cash
abril 17, 2007
Bom dia mundo
Pela primeira vez, remeto o "bom dia" para aqui
Obrigado stalker
Bom dia Cinderelas de fazer o pino.
Bom dia mundo.
abril 14, 2007
abril 13, 2007
Sugestões de Fim de semana
Gonçalo M. Tavares e Mário Zambujal encontram-se com os leitores em Condeixa no decorrer da Feira do livro de Condeixa-a-Nova.
Nas tardes de Sábado e Domingo, os dois escritores irão apresentar a sua obra e responder às perguntas do público, em duas sessões de autógrafos marcadas às 17h00. Ainda no Sábado, às 21h30, os b.swing, formação de jazz e bossa nova de Coimbra, terão por tarefa pôr fim ao penúltimo dia do evento.
No programa cultural do fim de semana constam também as companhias de teatro “Encerrado para obras”, no Sábado à tarde, com "Physicomic", uma “comédia Física com Física Cómica” para todos os públicos, e A Escola da Noite, que irá encerrar o evento no Domingo à noite (21h30), com o espectáculo “Matéria de Poesia”.
A Feira do Livro 2007 é organizada pela Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, em colaboração com a Ideias Concertadas. O encontro das escolas com Isabel Alçada, co-autora com Ana Maria Magalhães da colecção de livros infantis “Uma Aventura”, que marcou gerações de jovens leitores, e com Ana Saldanha, assim como os concertos de João Gentil & Luís Formiga e do Grupo de Cordas da Associação Académica de Coimbra (AAC) foram os momentos fortes dos primeiros dias da feira que abriu na passada Quinta-feira.
O livro;
O Pintor de Batalhas
A história de um fotógrafo de guerra que troca as objectivas pelos pincéis e transmite numa "tela" bem original o caos do mundo.
Perturbante mas ao mesmo tempo transmite várias lições de vida.
Música;
Hoje à noite no TAGV em Coimbra
GAITEIROS DE LISBOA
Inserido na XII Jornadas de Cultura Popular do GEFAC.
Preço normal_ 20,00€
Preço estudante e sénior_ 15,00€
Coimbra à noite
Por isso Coimbra terá sempre mais encanto na hora da despedida.
É nessa hora que se lembram os tempos, os ventos, os sonhos as alegrias e os amores.
É como se Coimbra só existisse em pano de fundo, como se a cidade apenas e só estivesse à espera do desenrolar das vidas numa tela em cores reais.
Infelizmente nem sempre os sonhos funcionam mas Coimbra fica para quem um dia cá passar e a souber perceber e a souber recordar e quem sabe para um dia Coimbra fará sentido.
Foi preciso Coimbra para amar.
Bom dia mundo.
abril 06, 2007
Férias (mas nada do outro mundo)
Dom Quixote volta na próxima Quinta-Feira dia 12.
Até lá façam o favor de serem felizes.
Temos estradas
que não usamos
somos loucos
lindos e soltos
Voamos
abril 03, 2007
Bom dia mundo
Chegou a casa e depositou a um canto, a mala do trabalho, o bloco de apontamentos, as vestes do corpo.
Entrou na água quente onde sorriu angustiado sem conseguir parar as lágrimas que se misturavam com a água.
Não sabia o porquê daquela demonstração antagónica de emoções.
Sabia apenas que deveria estar relacionado com os amores passados, perdidos no presente e abafados do futuro.
Limpou-se de toda a água olhou-se no espelho e apenas sorriu. Suspirou baixinho, amanhã é outro dia.
Bom dia mundo
abril 02, 2007
Memórias cá do sítio
A Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra apresenta amanhã dia 3 de Abril pelas 21:00 Horas...
COIMBRA PASSADO NO PRESENTE
Uma Memória Visual
Com:
Alexandre Ramires, Investigador da História da Fotografia em Coimbra
Nuno Rosmaninho Rolo, Professor Auxiliar do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro
Organização: Ideias Concertadas e Almedina
Um grande, grande amor

Lendas de Trás-os-Montes e Alto Douro
JOSÉ VIALE MOUTINHO (textos)
MAURÍCIO ABREU (fotografias)
Editora Esfera do Caos.
Conta-se sobre Torre de Moncorvo "Um grande, grande amor".
março 30, 2007
Emoções para fim de semana
Gostamos de pensar que tudo tem regresso enquanto sonhamos.
Entretanto quando a vida deixa a grande tela da imaginação, aprendemos apenas com o saber dos dias.
E também é isso que vamos transmitir ao longo dos anos aos que nos estão próximos.
Apenas os passos na calçada são reais, tudo o resto, somos nós, espécie pensante e criativa que idealizamos paralelamente à esfera do real.
Mas ainda faço apelo aos sonhos, porque é bom sonhar, mesmo que na sombra.
Três livros;

Combateremos a Sombra de Lídia Jorge
Viajamos na pele de um psicanalista desde a própria alma humana até ao inquietante mundo do crime.
Uma proposta das Publicações Dom Quixote.
Lembram-se daquele "manual" de Cultura - Tudo o que precisa saber?
Pois bem, faço agora uma analogia com um "manual" de história que se chama
Toda a História do Mundo da pré-história até aos nossos dias de Jean-Claude Barreau e Guillaume Bigot, uma proposta da Editora Teorema que apresenta ainda algumas perspectivas ciênticas muito interessantes.
Recordar Baden-Powell é a proposta de
A Escola da Vida - Autobiografia de Baden-Powell, fundador do Escutismo.
Por vezes esquecemos os valores morais cuja a mensadem devia ainda passar para o nosso século.
Três Filmes;
Antes de iniciar mais uma edição do Festival Caminhos do Cinema Português (saudações meu grande amigo Victor), o TAGV apresenta no decorrer da próxima um ciclo dedicado a Tim Burton.
A saber;
DIA 3 ABR
O GRANDE PEIXE
DIA 4 ABR
CHARLIE E A FÁBRICA DE CHOCOLATE
DIA 5 ABR
A NOIVA-CADÁVER
Uma nota para a estreia do filme HONRA DE CAVALARIA de Albert Serra que aparece como reconstrução das figuras de DOM QUIXOTE e SANCHO PANÇA.
Estreia em Lisboa (Medeia-King) Domingo.
Um disco;

...e teatro;
OS TRUPILARIANTE & COMPª
Companhia de Teatro-Circo
Estão em cena com o espectáculo "O LIVRO DE MAGIK"
Amanhã dia 31 de Março às 16 horas no Auditório do Espaço Monsanto (Parque Florestal De Monsanto)
Local : Auditório Espaço Monsanto (Parque Florestal de Monsanto - Lisboa)
Lotação: 144
Datas e Horários: Os Sábados nos dias 31 de Março e 7,21,28 de abril às 16h.
Bilheteira: Adultos - 7 euros / Crianças 6,50 euros
público escolar 6 euros
Marcações : tel. 218460738
Duração do Espectáculo: 60 m
"O LIVRO DE MAGIK"
Dois distintos professores entram em conflito por discordarem sobre a existência do livro de MagiK, um antigo Tomo perdido que regista a história da magia ao longo dos tempos e que, como todos os objectos mágicos, foi ganhando poder com o passar dos anos. A recuperação deste poderoso livro, irá permitir, finalmente, a confirmação da história da magia através dos tempos.
Magot , um antigo ser mágico primordial , aproveita-se da pesquisa dos dois professores para tentar apoderar-se do livro de Magik e, finalmente, libertar-se da prisão que os antigos alquimistas lhe impuseram para segurança da humanidade.
Os dois professores, esquecendo as suas divergências e na tentativa de o derrotar e novamente prendê-lo, acabam por unir as suas forças, conseguindo, após muitas peripécias e contratempos e com a ajuda do público, sair vitoriosos, no final desta aventura.Um espectáculo que utiliza as artes circenses conjugadas com o teatro, a interactividade com o público, o canto e a dança.
Bom fim de semana.
Voamos?
queria mudar o mundo...
saiu porta fora para mudar o mundo e voltou 15 dias mais tarde com um livro.
- Não mudei o mundo mas escrevi-o em livro.
- E agora que fazemos? O livro não mata a fome das crianças.
Com semblante triste e olhos pregados no chão suspirou. Levantou o olhar, enfrentou a família e disse;
- Vamos devorar cada página lentamente e imaginar que fazemos parte do mesmo mundo onde todos celebram a igualdade e esquecemos a fome.
Bom dia mundo...
mais tarde com as sugestões
março 29, 2007
Hoje na almedina...
... Novos desafios e problemas do jornalismo local e regional
hoje dia 29 de Março pelas 21:00 horas na Almedina Estádio Cidade de Coimbra
Os novos problemas e desafios do jornalismo regional ou da informação feita fora dos grandes centros é o tema que vai juntar na livraria Almedina Estádio, na próxima Quinta-feira, 29 de Março, às 21h00, jornalistas e representantes de vários órgãos de comunicação social.
João Luís Campos, do Diário de Coimbra, Jorge Castilho, do jornal O Centro, Lino Vinhal, da Rádio Regional do Centro e do Campeão das Províncias, Miguel Ângelo, da SIC em Coimbra e Paulo Marques, do diário As Beiras, irão discutir o trabalho e o futuro das redacções locais.
março 26, 2007
A Roda da Esquina
A Almedina Estádio Cidade de Coimbra em colaboração com as Ideias Concertadas apresentam próxima Terça-feira, 27 de Março, às
21h00, “A Roda da Esquina” um Romance de Pereira da Silva que defende a legalização da prostituição em Portugal
O romance “A Roda da Esquina” tem como protagonista Sebastião Coutinho, reconhecido advogado e deputado empenhado na despenalização do aborto e da prostituição. Qualquer semelhança com a realidade do autor não é mera coincidência.
Os portugueses do outro mundo
Muito se especulou logo foi conhecido (como se fosse surpresa), o vencedor do concurso "Os Grandes Portugueses..." da RTP.
O facto não constitui em si grande surpresa, porque já tinha sido amplamente divulgado na comunicação social do avanço do chefe do estado novo.
Não percebo também, o porquê de tanto incómodo.
Não se trata como é óbvio de nenhuma eleição política.
Infelizmente a história não pode ser apagada e se pudesse, será mesmo assim, benéfico ter em conta o percurso do país ao longo dos anos.
A lição (se realmente houver uma lição);
Concordo com a opinião de muitos comentadores que esta vitória é antes de mais um voto de protesto.
Um voto de protesto dos portugueses aos anos de políticas erradas, de abandono social e uma afronta às elites que comandam e comandaram os destinos do país, que vão para lá do poder político mas que atravessa todos os poderes instituídos neste país.
É sem dúvida alguma, o descontentamento dos portugueses a quem prometeram a liberdade e a quem foi oferecida a escravidão de sacrifícios e desilusão.
Não foi este Portugal que nos prometeram.
Vão aparecer, como é óbvio, vozes de descontentamento que vão dar menor significado a esta votação, justificando-se com os mesmos motivos de sempre;
Explicar os resultados com base numa elite radical de extrema direita que se mobilizou em massa ou ainda mais grotesco, dizer ainda que os votos vieram na sua grande parte do interior do país, porque é mais fácil atribuir a tragédia que para muitos isto representa em termos de imagem de Portugal, com as classes que eventualmente têm menos instrução, logo o interior esquecido pelo próprio país surge à cabeça, para justificar o que as cabeças pensadoras e urbanas acentuaram ao longo dos anos.
Muitos poderão ainda exaltar o problema da educação do país, que é preciso trabalhar para as pessoas aprendam de uma vez por todas o terror do estado novo.
A acreditar nestas justificações sociológicas, é justo dizer que os votos obtidos por Cunhal, vieram eventualmente de classes urbanas de maioria comunista, e dessa forma, a existir um justo vencedor, esse seria Aristídes de Sousa Mendes.
É mais grave para a imagem do país a continuação deste despreendimento colectivo de que não é preciso fazer nada e que os "portuguese menores" que não têm espaço mediático, continuem a servir a grande "família" que domina a política, as artes a comunicação social deste país onde apenas entra quem tem a senha certa para ter direito a um futuro.
Enquanto isso, andam a formar-se milhares de jovens por ano, que não encontram perspectivas de futuro e que servem de lenha aos altos fornos de classes instituídas.
Amanhã é o outro dia e tudo continua igual.
Só têm aquilo que merecem.
Pena os portugueses serem um povo pacífico, caso contrário, já teria existido uma verdadeira revolução que colocasse alguma ordem e justiça no país e que entregasse ao povo a verdadeira liberdade que merece, sendo que até o povo tem quota parte de culpa, porque entregou o poder a quem não o merece.
Resta reforçar ainda, que isto foi um tiro muito bem dado a algumas personagens da pseudo esquerda que cresce no país.
Não me esqueço de ter ouvido dizer a uma senhora que pertence à nova geração "terrible" da esquerda, que se Salazar ficasse entre os três primeiros, muito teria de ser pensado daí em diante.
Para terminar quero sublinhar que não acredito que os portuguese não votariam em Salazar se este fosse vivo.
Quero acreditar que os portugueses conseguem dar sinais claros do seu mau estar.
Votei apenas na primeira fase do concurso.
O meu voto foi para Salgueiro Maia.
março 24, 2007
de volta... do outro mundo?

Estão de volta.
Novo disco. Queens and Kings, a mesma Fanfare Ciocarlia.
Dançaveis. "Metais desconcertantes". Uma atmosfera de felicidade com base na música popular romena e música cigana.
É impressionante o estado de espírito que a música consegue compôr em nós.
março 23, 2007
até já
bom fim-de-semana.
Aqui estaremos em breve, soltos à nova brisa.
Aqui estaremos entre o poema e o teatro dos sonhos.
porque...
temos estradas que não usamos
somos loucos,
lindos e soltos
voamos.
março 21, 2007
poesia
Irás ouvi-la, a musa; ela bate três vezes. Depois não bate mais...
A senha é o absurdo.
Assim começa o segredo que esconde a mensagem derradeira...
Sentar-te-ás no escuro esperando as três pancadas. Nao te iludas com a chegada dos três porquinhos, ou do velho que manca com uma bengala. O que massacra a Esfinge no final do jogo.
O desfecho é o absurdo, sem o qual a rota da mensagem derradeira está inçada de significado, e a incerteza de tudo está em toda a parte.
Russell Edson, Poesia in O Túnel
Primavera assim de repente?
poesia que escorre entre
os dedos magoados da gente.
Poesia assim de repente...
Almedina Estádio cidade de Coimbra.
Boa primavera.
Apaixonem-se.
Sejam felizes.
Voamos?
março 19, 2007
março 16, 2007
What the hell... its Friday
Ontem lembrei-me de ti, quando a certa manhã, ao voltar-me, vi os teus olhos a espreitar pela porta do quarto entreaberta.
E pensar que, provavelmente, entrámos os dois a brincar.
E que pensar que caí.
E a porta fechou-se para sempre e com isso, fechou-se o portal das palavras, refúgio do teu superego.
E o tempo passa. Nada se apaga. Nada se apaga?
Será?
What the hell... its Friday
e afinal tudo o que fizemos vale a pena e nunca nos sentiremos sós, enquanto houver amigos, bons momentos, um livro para ler....

...ou ainda muita música para ouvir...

ou ainda o novo de Brian Ferry entitulado Dylanesque que é simplesmente um Knockin`on Dylan`s Door. Simplesmente? Só se pelo conceito elegante (glamour será o termo), com que Ferry interpreta Bob Dylan.
se ainda houver tempo para voar...

... de onde recomendo "Somewhere Between Waking And Sleeping" com a interpretação de um senhor chamado Neil Hannon que empresta um "Air Divine" a este Pocket Symphony.
Uma janela aberta à criação enquanto esperamos a luz das estrelas. Único.
E já que falo em participações, Carla Bruni disponibiliza já on-line uma versão de Those Dancing Days are Gone com Loureed.
... e já sabem como acabam todas as estórias, pelo menos as que contemplam o happy ending.
Podem roubar-me tudo, inclusive os sonhos mas nunca o desejo de sonhar.
e se tivermos...
estradas que não usamos,
somos loucos,
lindos e soltos,
Voamos.
Bom dia Mundo.
Já agora bom fim de semana.
março 15, 2007
A não perder de ouvido

APRESENTAÇÃO:
15 MARÇO - AULA MAGNA LISBOA
17 MARÇO - PAV. MUN. GAIA
BoM dIa MuNdO.
Voamos?
março 12, 2007
conceitos do outro mundo
por uma boa estória,
por uma notícia
vamos ao fim da rua
vamos ao fim do mundo.
....para ler o mundo.
O que restou do resto do mundo?
Bom dia.
Voamos?
março 09, 2007
Fim de semana
Existiam essas manhãs radiosas.
Convidavam à viagem ao longo do mundo.
Deixar tudo para trás e arrancar apenas com a música.
Não olhar, não repetir. Partir apenas e viver só com a roupa do corpo com ele dentro e a alma lá fora, vigiando o caminho, o infinito imaginário do horizonte.
Este Sábado dia 10 de Março a Almedina Estádio Cidade de Coimbra apresenta aos mais pequenos Expressão Dramática pelas Professoras das classes de Teatro do Teatrão.
Lá longe, naquele lugar que muitos apelidam de terra do sol posto ou fim do mundo, renascem as flores nas árvores. Convida-se à viagem à conquista das descobertas de odores e sabores, quiçá sentimentos.
Torre de Moncorvo convida para a IV Feira dos Produtos da Terra.
Ainda deste lado do mundo, abordam-se as feridas e os gritos que assolam o mundo de actualmente; a poluição, a fome, a miséria...
Proposta do Orfeon Académico de Coimbra para visitar musicalmente através da visualização onde podem ser identificadas as doenças do mundo.
Amanhã pelas 21.30h no TAGV em Coimbra.
Já na próxima semana a Almedina Estádio Cidade de Coimbra, apresenta no dia 13 de Março pelas 21h, uma conversa com Gonçalo Cadilhe, o autor de Planisfério Pessoal e de A Lua pode Esperar.
Disco para este fim de semana... recomendo novamente o novo de Carla Bruni - No Promises e também o segundo de Arcade Fire com Neon Bible
O livro;
Sangue Sábio de Flannery O`Connor da Cavalo de Ferro
Temos estradas que não usamos
Somos loucos
lindos e soltos
voamos.
Onde, quando e com quem?
Bom fim de semana.
março 06, 2007
março 05, 2007
Na Almedina Estádio Cidade de Coimbra. Amanhã dia 6 de Março, continua;
CICLO PARA QUE SERVEM OS BLOGUES?
Blogues: Prós e Contras
Com:
João Paulo Moreira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Rui Bebiano, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ruibebiano.wordpress.com/
Leituras para outros mundos
Começa hoje e dura até ao dia 9.
Aí está a semana da leitura incluída no LER +. Plano Nacional de Leitura.
Ler e ler e ler e ainda... ler +.
Voamos?
março 03, 2007
março 02, 2007
Daqui a nada é daqui em diante... do outro lado do mundo
Toda a condição humana que fica das relações interpessoais.
O mundo dominado pelos sentimentos mais antagónicos dentro desse paradigma
da vida, onde nascemos, morremos e renascemos como almas totalmente novas e lavadas.
Somos terra e semente. Somos água e sangue que escorremos por entre os mil sóis da vida.
A beleza absurda dos corpos, quando envolvidos nessa dança macabra das emoções onde não sobrevive ninguém, porque somos por vezes o reflexo da alegria e da nostalgia ou eventualmente da figura ridícula do semblante que cai por terra quando nos julgamos completamente desfeitos ou entregues a um tal destino que julgamos acreditar mas que é somente esse mesmo volte-face da vida.
Somos feitos água e terra. Somos semente e vaso. Somos a poesia desgastante
Somos vida viva e emoção.
E assim o seremos daqui em diante na perspectiva de Olga Roriz , ou pelo menos na minha perspectiva de ver este lado do mundo.
março 01, 2007
Danças do outro mundo
DAQUI EM DIANTE
Companhia Olga Roriz
Através da obra de ficção "Worstward Ho" de Samuel Beckett.
Hoje a não perder pelas 21h no TAGV em Coimbra.
fevereiro 27, 2007
Bom dia mundo
Tinham qualquer coisa.
Havia ali isso mesmo.
Mas nunca aprofundaram.
Não descobriram a fundo.
Ficaram.
E voltaram…
Voltaram várias vezes
Como a onda do mar.
E partiam.
Onde ficavam?
Ficava.
Gritava em silêncio
Preciso de salvação.
Enviava esses sinais.
Vivia... mas sem razão.
Encarado na falsa perspectiva
Do medonho.
Do insólito da razão contrária.
A tua revolta não acontecia.
Os versos que via…
transformados em areia,
desvanecia.
Gritar sem silêncio,
fazer amor no papel,
é sinal de abismo mental?
E do outro lado crescias.
Cresces.
Sem saberes, caminhas.
E que foges do anormal,
que definhas.
Que esqueces.
Que enlouquece.
Padece.
Ao teu ego em ascensão,
Ao qual se adivinha o limite,
Quando a indiferença der lugar,
À estranha razão,
de quereres voltar,
àquele meu pedido de salvação
ao clímax dos reencontros,
quando já o mar não puder voltar,
quando as terras te fugirem dos pés,
e o futuro se adivinhar,
razão do amor que és…
que se calhar…
já éramos
“Havemos sempre de assim estar”?
Ou haverá lugar para…
Não mais gritar
E escrever irremediavelmente,
Que alguém houve que se apaixonou,
Digo, verdadeiramente.
E que não voltou.
Tristemente.
Ficou
Alguém haverá de cantar…
Tinham qualquer coisa.
Havia ali isso mesmo.
Mas nunca aprofundaram.
Não descobriram a fundo.
Ficaram.
Morreram naquela praia.
bomdiamundo






